Being an Avenger: Risk, Glory and Planning

by Ana Maria Bahiana May 18, 2015

What the billion-dollar Avengers franchise means in the carefully planned Marvel Cinematic Universe – and in the careers of its actors.

Com a estréia de Mad Max: Estrada da Fúria, neste final de semana, em todo o mundo, termina o reinado do primeiro grande sucesso da temporada-pipoca 2015, Vingadores: A Era de Ultron. Os números finais são impressionantes: com a renda desta semana, o filme de Joss Whedon vai passar da marca de um bilhão de dólares em ingressos vendidos mundialmente. Mais uma vez, o diferencial está na popularidade do título nos mercados fora da América do Norte: dois terços deste bilhão, ou seja, mais de 600 milhões de dólares, vieram dos mercados mundiais.

Com sua mistura bem dosada de humor e ação em grande escala, Vingadores é a franquia-chave do Universo Cinematográfico Marvel ou MCU – o mega-projeto que desenvolve e produz produtos audiovisuais em diversas plataformas baseadas no vasto elenco de super-heróis e vilões criados pelos quadrinhos da empresa. Com Kevin Feige, produtor e presidente da Marvel Studios, à frente, e o diretor/roteirista Joss Whedon como consultor criativo, o MCU estabeleceu um modelo de imenso sucesso: personagens e tramas que funcionam isoladamente e em conjunto, criando uma mitologia audivisual que pode ser explorada praticamente até o infinito. Nas palavras de Feige, não é apenas o mesmo universo: é a mesma história, contada em diversos ângulos, pontos de vista, épocas. Ou seja cada projeto alavanca os demais.

Para um ator ou atriz, fazer parte desse universo tem um tremendo impacto. “A carreira de ator é uma coisa muito delicada”, diz Chris Evans, que recentemente estrelou um filme completamente diferente das franquias Marvel, o sci-fi cerebral Snowpiercer, do diretor coreano Joon-ho Bong, além de dirigir e atuar no independente Before We Go. “Estar no universo Marvel abriu muitas, muitas portas para mim, portas que, eu sei, jamais estariam abertas de outro modo.”

O mundo Marvel prefere enfatizar o trabalho do ator. Com raras exceções – os dois Hulks que precederam o de Mark Ruffalo, Don Cheadle substituindo Terrence Howard como War Machine – o estúdio prefere manter a platéia fidelizada a um determinado ator. Por exemplo: Chris Evans assinou um contrato para seis filmes como Capitão América, enquanto Sebastian Stan, que viveu Bucky Barnes/ O Soldado Invernal no filme do mesmo nome, fechou um contrato para nove filmes no papel. Isso pode querer dizer tanto que ele pode vir a ser o novo Capitão depois de Evans quanto aparições do Soldado Invernal em outros filmes do MCU.

Para alguém com carreira vitoriosa que vai muito além do Universo Marvel como Scarlett Johansson, ser a Viúva Negra é uma forma de contrabalançar os riscos da carreira de ator. “É bom estar num filme que todo mundo torce para dar certo.” Diz Scarlett. “Nós, os atores, nem sempre temos esse luxo. E é muito bom saber que, graças à segurança que filmes assim nos dão, podemos fazer teatro, fazer filmes menores, independentes.”

Seu colega e amigo Mark Ruffalo tem o mesmo ponto de vista. “O trabalho (como Hulk) é semelhante a estar numa série de TV de sucesso”, diz Ruffalo.“ É muito bom saber que em 2017, ou final de 2016, eu vou ter trabalho e um cheque cheio de números me aguardando. Eu nunca tive esse tipo de segurança na minha vida, aliás isso acontece com a maioria dos atores. É ótimo poder planejar meu futuro, dividir entre tempo de trabalho, tempo de lazer, tempo para a família.”

O australiano Chris Hemsworth não acreditra em segurança 100%: “Atores sabem que todo mundo pode ser substituído. É muito importante manter a humildade, especialmente quando se está vivendo um momento extraordinário como este. Um pouco de insegurança faz bem. O medo é sempre um bom motivador.”


Ana Maria Bahiana