Director Duncan Jones from Indie to 'Warcraft', and Beyond- Duncan Jones Além de 'Warcraft'

by Ana Maria Bahiana June 7, 2016
Director Duncan Jones

HFPA/Maguns Sundholm

As his big-budget/ big expectations Warcraft hits the screens worldwide, director Duncan Jones plans a return to his indie roots.

“Fazer cinema é um trabalho político. É sempre um trabalho em grupo, um trabalho em equipe. Vai ser sempre alguém com uma visão tentando convencer alguém a permitir que ela seja executada, e uma verdadeira multidão de pessoas se juntando para executá-la."

Duncan Jones – saudável, descansado, radiante, literalmente vestindo a camisa de Warcraft-O Primeiro Encontro Entre Dois Mundos- está falando de sua experiência de 14 anos como realizador, subindo passo a passo de curtas para o independente Lunar, em 2009, passando por Contra o Tempo, de médio porte (“um projeto complicado que eu peguei já andando… meio trem desgovernado… sem trocadilho…) e, agora, lançando um candidato a arrasa-quarteirão que custou 160 milhões de dólares e consumiu três anos de sua vida. “Você lida com coisas em dimensões tão gigantescas.. o estúdio em si (Universal, neste caso) já é uma entidade imensa, com diversas facções… E você tem a Blizzard (criadora do jogo World of Warcraft, base do filme) – a indústria de games é maior que a indústria de cinema. Só a marca Warcraft rende à Blizzard mais de um bilhão de dólares por ano. É claro que são eles que estão no controle. Meu papel é não fazer besteira.”

Duncan Jones and Travis Fimmel on the set of Warcraft

Duncan Jones and Travis Fimmel on the Warcraft set.

Universal

Duncan abordou Warcraft menos pelo lado dos games – “sou da geração que jogava Atari” – e mais pelo lado da fantasia, gênero que, juntamente com ficção científica, é sua grande paixão. Algo que ele credita a seu pai, David Bowie. “Meu pai sempre gostou de cinema, em especial ficção científica e fantasia”, Duncan diz. “Eu cresci nesse mundo. Uma das primeiras atividades que me lembro de fazer com meu pai era criar animações stop motion bem curtas. Ele me ensinou a usar uma montadora manual, a escrever roteiro, a criar storyboards… Acho que ele viu logo que meu caminho não seria música. Mas ele me mostrou mais que isso: me mostrou como ser fiel a si mesmo, como traçar seu próprio caminho.”

Único filho de David e sua primeira esposa, Angela, Duncan nasceu em 1971 e foi inicialmente registrado como Zowie – que ele hoje usa como parte de seu nome completo, Duncan Zowie Haywood Jones. Sempre foi muito próximo do pai – “cresci dentro do seu mundo, e sempre soube que iria trabalhar com arte, com criatividade”. A morte de Bowie, no início deste ano, teve um impacto tremendo sobre ele. “A bênção foi ter tido tempo para nos despedirmos, para estarmos juntos”, Duncan diz. “Eu provavlemente tive uma experriência da  perda dele bem diferente da de todas as pessoas pelo mundo afora que ele impactou. O meu David Bowie era ‘papai’, e tivemos tempo de dizer adeus um ao outro.”

Bowie também está ligado à inspiração do próximo filme de Duncan: Mute, um “sci fi noir” que ele escreveu faz tempos, e será rodado inteiramente em Berlim. Paul Rudd e Alexander Skasgard estão confirmados no elenco, e a cidade em si  será “um personagem importante.” “Sim, eu estava com meu pai aqueles anos todos em que ele viveu e trabalhou em Berlim”, Duncan diz. “E eu nunca esqueci.” Será uma volta ao filme de baixo orçamento, onde ele poderá ter mais controle criativo. “Nessa hora ser músico tem uma vantagem: basta uma guitarra, um piano, e seu trabalho está feito.”