A indomável Jane Fonda está brilhando de novo – como sempre

by HFPA June 23, 2015

Vera Anderson/HFPA

With a glowing resume that frames an edgy career spanning 55 years and dozens of awards, you’d think Jane Fonda has nothing more to prove, but she is having yet another glorious moment in the spotlight.

Jane Fonda está num momento brilhante . Correção: mais um momento brilhante. Para quem tem uma carreira de 55 anos e dezenas de prêmios, incluindo sete Globos de Ouro, momentos brilhantes são a regra, não a exceção.

Neste momento Jane Fonda está sendo vista mundialmente em maratonas de Grace e Frankie, a série da Netflix co-estrelada por Lily Tomlin, sobre duas mulheres maduras a reinventar suas vidas; e foi sucesso na Croisette como parte do extraordinário grupo de atores de Youth, de Paolo Sorrentino, em competição no festival de Cannes. E vem mais por aí: no final deste ano/começo do ano que vem ela estará na tragicomédia Krystal, dirigida por William H. Macy, com Josh Hutcherson, Sienna Miller, Felicity Huffman e John Hawkes, e no drama Fathers and Daughters, de Gabriele Muccini, ao lado de Amanda Seyfried, Aaron Paul, Octavia Spencer e Diane Kruger. “É mais difícil cometer erros quando se é mais velha”, ela no disse no final do ano passado, no set de Grace & Frankie. "Toda a minha vida foi uma série de saltos no escuro. `As vezes caí feio, e às vezes consegui chegar lá. Na maior parte das coisas boas aconteceram porque eu me arrisquei.”

É verdade: do seu ativismo político ao seu papel de líder da revolução de fitness, e com papéis tão diversos quanto Barbarella no filme homônimo do seu então marido Roger Vadim em 1968, a icônica Bree de Klute, O Passado Condena, de Alan Pakula, em 1971 e a dramaturga Lillian Hellman em Julia, de Fred Zinneman, em 1977; da reflexão de Num Lago Dourado, o único filme que dividiu com seu pai, Peter Fonda. à farra feminista de Como Eliminar seu Chefe, sua carreira extraordinária é toda riscos e saltos no escuro.

“Eu gostaria de poder dizer, com toda certeza, do fundo do coração, que um filme pode liberar alguém”, Jane Fonda nos disse em dezembro de 1980, quando Como Eliminar seu Chefe estava sendo lançado e ela tinha acabado de filmar Num Lago Dourado. “Na melhor das hipóteses um filme pode encorajar, esclarecer.”

Um ano antes de Como Eliminar seu Chefe tinha trazido à tona a questão da falta de segurança das usinas nucleares com Síndrome da China, produzida (e co-estrelada) por Michael Douglas, dirigida por James Bridges e com Jack Lemmon no elenco. O filme provocou um mundo de controvérsia e mostrou ser precisamente profético. “Um acidente pode acontecer”, ela nos disse na época. “Por que estamos colocando a segurança pública nas mãos de executivos corporaticos que só pensam em maximizar seu lucro?”

Seis anos depois, estrelando na adaptação de Norman Jewison para a peça Agnes de Deus, sobre a intensa relação entre uma psiquiatra (Fonda) e sua paciente, uma noviça acusada de homicídio (Meg Tilly), Jane compartilhou seu caminho espiritual: “Acredito em milagres, acredito num poder maior, acredito que certas coisas muito improváveis que acontecem tem como objetivo nos mostrar que há algo muito mais poderoso do que nós.” Seu ativismo, ela admitiu, estava “menos impaciente” do que nos tempos em que ela acreditava que “mudanças sociais e históricas profundas podiam acontecer rapidamente.” Sempre inquieta, Fonda disse estar mais ficada em “reexaminar e questionar certas coisas” em sua vida, como por exemplo, “o alcoolismo à minha volta”. Na época, ela nos contou que estava frequentando os Alcoólicos Anônimos “quatro vezes por semana”.

Nos anos 90 Fonda deu seu maior salto no escuro, anunciando o fim de sua carreira nas telas e palcos. Felizmente, a aposentadoria não durou muito – em maio de 2005 ela estava de volta às telas com A Sogra, ao lado de Jennifer Lopez e, quatro anos depois, dominou os palcos na peça 33 Variações, de Moisés Kaufman, recebendo uma indicação ao Tony.

A partir daí ela não parou mais. “Conclui que agora sou uma pessoa diferente do que era 15 anos atrás”, ela nos disse. “E estava curiosa para saber se a experiência de fazer um filme poderia me dar alegria.”

Além disso, Jane disse, ela precisava de dinheiro. Não para si mesma, mas para o trabalho assistencial que faz no estado da Georgia, onde vive, atendendo familias jovens e sem recursos. “Não estarei por aí durante muito mais tempo. Tenho que garantir a continuidade do meu trabalho. Isso quer dizer que quando eu morrer o trabalho vai continuar, com os recursos dos meus filmes.”

Existe, contudo, um risco que ela ainda não correu. “Tenho um tremendo desejo secreto de subir ao palco e cantar”, Jane nos disse lá em 1980. “E ainda bem que ele permanece secreto.” Mas quem sabe? Para Jane Fonda, nunca é tarde demais.