A sedução imortal de Sherlock Holmes

by HFPA July 19, 2015

128-year-old Sherlock Holmes is alive and well. And all over our screens, big and small, from Benedict Cumberbatch’s turn as the Victorian version of the famous detective in his series’ Christmas Special to Sir Ian McKellen’s turn in Bill Condon’s Mr. Holmes. HFPA member Ana Maria Bahiana looks back at Conan Doyle’s creation’s presence in the 21st century.

Ainda sob o impacto do trailer do especial de Natal da série Sherlock Holmes – Benedict Cumberbatch, eis que Sir Ian McKellen chega às telas norte-americanas no papel título de Mr. Holmes, de Bill Condon, a mais nova reinterpretação do icônico personagem criado por Sir Arthur Conan Doyle (e que nova reinterpretação! O ano é 1947, Sherlock tem 93 anos e sai da aposentadoria para resolver um crime arquivado há 50 anos… e chega a ver a si mesmo, interpretado por Nicholas Rowe, que fez o papel de Sherlock garoto em O Jovem Sherlock Holmes, de 1985…)

Como se isso não bastasse, ainda temos mais um Sherlock da dupla Robert Downey Jr/Jude Law sendo desenvolvido, e em setembro Jonny Lee Miller e Lucy Liu retomam as aventuras contemporâneas de Holmes & Watson na série Elementary.

128 anos depois de primeiro ter sido apresentado ao público no livro Um Estudo em Vermelho, Mr. Sherlock Holmes de 221B Baker Street, Londres continua vivo em nossa imaginação, imune a videogames, super-heróis ou zumbis. Qual o segredo de sua longevidade? “Eu não me lembro de uma época em que eu não soubesse da existência de Sherlock Holmes”, Sir Ian McKellen nos disse. “É meio como Papai Noel – ele sempre esteve na minha vida, e o mais incrível é que isso é verdade ao redor do mundo, para crianças e adultos. Ele é um ícone mundial, como o palácio de Buckingham ou Wimbledon.”

Benedict Cumberbatch tem uma teoria interessante para a longevidade e atualidade de Sherlock: “Holmes sempre foi um homem moderno. Nas histórias originais ele sempre esteve na vanguarda da patologia, da química, da ciência. Nunca foi um tradicionalista. Ele estaria à vontade no século 21.”

Robert Downey Jr. tem uma opinião parecida: “Ele foi o antecessor de todos essas séries de detetives que temos hoje. Ele é um arquétipo – o arquétipo do expert excêntrico, obcecado, capaz de coisas extraordinárias, mas sempre com os pés no chão.”

Amigo e colega de Benedict Cumberbatch, com quem repartiu o palco na montagem de Frankenstein, dirigida por Danny Boyle, Jonny Lee Miller tem uma visão abrangente do apelo do personagem: “Ele tem uma super inteligência, é apaixonado, obcedado, super atento a qualquer detalhe, é bem sucedido em tudo o que faz, tem um grande amigo em Watson… e não é um super-herói. É uma mente maravilhosa e extraordinária, mas dentro do nosso alcance como seres humanos.”

Sir Ian McKellen atribui atração ao mais básico – nosso fascínio pelos detetives, a eterna batalha da inteligência contra a realidade: “Basta ver a programação da Tv para perceber que resolver mistérios é algo que adoramos ver. E se quem está guiando nossa atenção nessa jornada é um mestre, um homem capaz de ver o óvio que parece oculto para todos nós… é claro que isso é atraente!”

Um elemento importante na permanência do herói é o a quantidade de excelentes atores que interpretaram o papel no cinema, na TV e nos palcos. De William Gillette a James Mason, de Peter Cushing a John Gielgud, Christopher Lee e Basil Rathbone mais Jeremy Brett na série da rede britânica Granada e Hugh Laurie como House (a versão médica do personagem de Conan Doyle, do começo ao fim…), Sherlock se tornou, segundo o Guinness World Records, o personagem mais interpretado do cinema e TV.

Todo mundo tem seu Sherlock favorito – até os atores. Jonny Lee Miller prefere o de Benedict Cumberbatch. Sir Ian McKellen é um expert em Sherlocks: “O primeiro ator a interpretar Sherlock foi ator desconhecido num filme mudo. Não recebeu crédito… seria uma pesquisa interessante descobrir quem ele era… Meu favorito… não é John Gielgud. Gielgud, um herói da minha infância, foi Sherlock Holmes no rádio, seu amigo Sir Ralph Richardson era Watson e Moriarty era Orson Welles! (Ri muito.) E não foi o melhor trabalho de nenhum deles… (Ri ainda mais.) O ator que realmente me fascinou foi um o britânico Jeremy Brett que trabalhou comigo no National Theater sob a direção de Laurence Olivier. Um homem muito bonito que soube explorar aquilo que hoje mais nos fascina em Holmes – seu lado sombrio, o fato de que, apesar de todo o seu sucesso, ele tinha um lado frágil, atormentado, como todos nós. Jeremy Brett é mesmo o meu Sherlock favorito.”

E você – qual o SEU Sherlock favorito?

Ana Maria Bahiana

Lucy Liu and Jonny Lee Miller as Dr. Watson and Sherlock Holmes
elementary-0718.jpg

Robert Downey Jr. as Sherlock Holmes
robertdowneyjr-0718.jpg

Benedict Cumberbatch as Sherlock Holmes
benedict-cumberbatch-0718.jpg

Sir Ian McKellen as Sherlock Holmes
sirianmckellan.jpg

Jeremy Brett as Sherlock Holmes
jeremybrett-0718.jpg